Guitarra espectacular!!! Aqui está uma invenção altamente, assim deixa de haver dedos com pensos por causa dos cortes das cordas. Isto imagino eu que seja uma situação habitual, porque eu, infelizmente, nem uma caixinha chinesa sei tocar... =(
Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010
The Prodigy @ Pavilhão Atlântico
Estava a apanhar o gosto de estar algum tempo fora e de mal chegasse ir a um concerto, desta vez, e como último concerto do ano de 2009, fui ver os Prodigy ao Pavilhão Atlântico. Já perdi a conta de quantos concertos deles é que já vi, são 4 ou 5 que já tenho na "conta pessoal" e cada um melhor que o outro.
"The World Is On Fire" deu início a mais um concerto de Prodigy em Portugal, entraram a "matar". Sempre uns "animais de palco"!!!
Alinhamento certeiro, energia inesgotável e uma vontade de pegar fogo a Lisboa. Foi assim o concerto dos Prodigy esta noite.
Liam Howlett, Keith Flint e Maxim fizeram a festa e, como é seu apanágio, ofereceram-se de corpo e alma a um público de braços no ar, totalmente rendido.
Quando os também britânicos Enter Shikari subiram ao palco para um enérgico concerto de abertura, a sala estava pouco mais de meio cheia. Filosofávamos já sobre o facto de ser compreensível, dada a impressionante quantidade de concertos que a recta final de 2009 ofereceu aos lisboetas, quando uma hora mais tarde voltávamos a olhar para uma plateia bastante bem composta.
Com o segundo álbum Common Dreads ainda fresquinho, os Enter Shikari, quarteto "happy hardcore" também vindo de terras de Sua Majestade, foram recebidos com uma histeria inesperada e atacaram de frente um público que lhes era estranho com força nas guitarras, bem condimentadas com electrónicas. Os recentes "Hectic", "No Sleep Tonight", "The Jester" ou "Juggernauts", primeiro single de Common Dreads conviveram lado a lado com "Sorry You're Not a Winner", um dos hinos do debute Take to the Skies , que teve honras de encerramento de um concerto que fez as delícias das pré-adolescentes que se sentavam à nossa frente.
Depois de se fazerem esperar, quais noivas antes de subir ao altar, os Prodigy entraram como verdadeiros furacões em palco e, mostrando que não brincam em serviço, presentearam um público sempre caloroso com um alinhamento cinco estrelas. Em formato best of - reunindo o melhor da carreira e o que de melhor tem para oferecer Invaders Must Die , o álbum que este ano os recolocou no mapa - a banda atiçou o fogo, puxando por uma plateia que já estava pronta para lhes dar tudo o que tinha.
Depois da introdução com "World's on Fire", que colocou toda a gente a saltar, Maxim e Flint atiraram-se de cabeça para "Breathe". Se os Prodigy fossem uma banda normal, diríamos "A queimar trunfos tão cedo?". A verdade é que, com "Poison" e "Firestarter" a chegar pouco depois, a banda prova que a sua lógica não é uma lógica rock, mas que nem por isso deixa de ser extremamente eficaz.
Entre os acessos primitivos de Keith Flint e os gritos animalescos de Maxim, perfeito anfitrião (numa linha semi-sádica) das actuações infecciosas, a banda foi-se passeando pelos singles de Invaders Must Die , com "Omen" a causar tanta ou mais euforia quanto os êxitos do passado e "Warrior's Dance" a transformar o Pavilhão Atlântico numa verdadeira rave.
"Run With the Wolves", um dos temas mais fortes do último álbum, prova também (com a sua bateria infernal, cortesia de Dave Grohl) ser um dos que melhor resulta ao vivo. Do passado, "Voodoo People" ajuda a recordar o excelente Music for the Jilted Generation e é com dois temas do não menos brilhante The Fat of the Land que termina o corpo principal do concerto: "Diesel Power" e o já muito aguardado "Smack My Bitch Up" deixam o público a chorar por mais.
"Querem mais? Eu disse: querem mais?" grita, autoritário, Maxim. A resposta é ensurdecedoramente positiva e a banda serve "Take Me to the Hospital", o momento que faltava ouvir de Invaders Must Die . O encore completa-se depois com o gingão "Out of Space" e a surpresa agradável de "No Good (Start the Dance)", música que apresentou os Prodigy a muito boa gente no Verão de 1994.
Bela segunda vida, esta que os Prodigy conseguiram construir depois de anos de pouca inspiração, sabiamente ignorados nas actuações ao vivo (não que nos importássemos de ouvir o mal-amado "Baby's Got a Temper" ou mesmo "Spitfire"). "Their Law" colocou um ponto final ao concerto com uma mensagem: eles fazem o que querem e merecem todo o respeito por isso.
Alinhamento
World's On Fire
Breathe
Omen
Poison
Warrior's Dance
Firestarter
Run With the Wolves
Voodoo People
Invaders Must Die
Diesel Power
Smack My Bitch Up
Encore:
Take Me to the Hospital
Out of Space
No Good
Their Law
Texto de: Mário Rui Vieira
Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
"The World Is On Fire" deu início a mais um concerto de Prodigy em Portugal, entraram a "matar". Sempre uns "animais de palco"!!!
Alinhamento certeiro, energia inesgotável e uma vontade de pegar fogo a Lisboa. Foi assim o concerto dos Prodigy esta noite.
Liam Howlett, Keith Flint e Maxim fizeram a festa e, como é seu apanágio, ofereceram-se de corpo e alma a um público de braços no ar, totalmente rendido.
Quando os também britânicos Enter Shikari subiram ao palco para um enérgico concerto de abertura, a sala estava pouco mais de meio cheia. Filosofávamos já sobre o facto de ser compreensível, dada a impressionante quantidade de concertos que a recta final de 2009 ofereceu aos lisboetas, quando uma hora mais tarde voltávamos a olhar para uma plateia bastante bem composta.
Com o segundo álbum Common Dreads ainda fresquinho, os Enter Shikari, quarteto "happy hardcore" também vindo de terras de Sua Majestade, foram recebidos com uma histeria inesperada e atacaram de frente um público que lhes era estranho com força nas guitarras, bem condimentadas com electrónicas. Os recentes "Hectic", "No Sleep Tonight", "The Jester" ou "Juggernauts", primeiro single de Common Dreads conviveram lado a lado com "Sorry You're Not a Winner", um dos hinos do debute Take to the Skies , que teve honras de encerramento de um concerto que fez as delícias das pré-adolescentes que se sentavam à nossa frente.
Depois de se fazerem esperar, quais noivas antes de subir ao altar, os Prodigy entraram como verdadeiros furacões em palco e, mostrando que não brincam em serviço, presentearam um público sempre caloroso com um alinhamento cinco estrelas. Em formato best of - reunindo o melhor da carreira e o que de melhor tem para oferecer Invaders Must Die , o álbum que este ano os recolocou no mapa - a banda atiçou o fogo, puxando por uma plateia que já estava pronta para lhes dar tudo o que tinha.
Depois da introdução com "World's on Fire", que colocou toda a gente a saltar, Maxim e Flint atiraram-se de cabeça para "Breathe". Se os Prodigy fossem uma banda normal, diríamos "A queimar trunfos tão cedo?". A verdade é que, com "Poison" e "Firestarter" a chegar pouco depois, a banda prova que a sua lógica não é uma lógica rock, mas que nem por isso deixa de ser extremamente eficaz.
Entre os acessos primitivos de Keith Flint e os gritos animalescos de Maxim, perfeito anfitrião (numa linha semi-sádica) das actuações infecciosas, a banda foi-se passeando pelos singles de Invaders Must Die , com "Omen" a causar tanta ou mais euforia quanto os êxitos do passado e "Warrior's Dance" a transformar o Pavilhão Atlântico numa verdadeira rave.
"Run With the Wolves", um dos temas mais fortes do último álbum, prova também (com a sua bateria infernal, cortesia de Dave Grohl) ser um dos que melhor resulta ao vivo. Do passado, "Voodoo People" ajuda a recordar o excelente Music for the Jilted Generation e é com dois temas do não menos brilhante The Fat of the Land que termina o corpo principal do concerto: "Diesel Power" e o já muito aguardado "Smack My Bitch Up" deixam o público a chorar por mais.
"Querem mais? Eu disse: querem mais?" grita, autoritário, Maxim. A resposta é ensurdecedoramente positiva e a banda serve "Take Me to the Hospital", o momento que faltava ouvir de Invaders Must Die . O encore completa-se depois com o gingão "Out of Space" e a surpresa agradável de "No Good (Start the Dance)", música que apresentou os Prodigy a muito boa gente no Verão de 1994.
Bela segunda vida, esta que os Prodigy conseguiram construir depois de anos de pouca inspiração, sabiamente ignorados nas actuações ao vivo (não que nos importássemos de ouvir o mal-amado "Baby's Got a Temper" ou mesmo "Spitfire"). "Their Law" colocou um ponto final ao concerto com uma mensagem: eles fazem o que querem e merecem todo o respeito por isso.
Alinhamento
World's On Fire
Breathe
Omen
Poison
Warrior's Dance
Firestarter
Run With the Wolves
Voodoo People
Invaders Must Die
Diesel Power
Smack My Bitch Up
Encore:
Take Me to the Hospital
Out of Space
No Good
Their Law
Texto de: Mário Rui Vieira
Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
Road Trip - parte 8
Depois de uma semana inteira em Lisboa e de um concerto espectacular era altura de voltar para Angola, como mês e meio é pouco, toca de voltar mais uma semaninha para lá, para conhecer mais uma província!!! Assim, uma semaninha sempre deu para vir apanhar frio e para por roupa a lavar!!! =P
Desta vez a road-trip foi by air. Foi chegar a Luanda num dia, no dia seguinte ir para Cabinda, fazer o que tinha a fazer, avião para Luanda novamente e no dia seguinte Lisboa!!!
Cabinda é uma das províncias mais desenvolvidas de Angola, muito por culpa do petróleo que tem ao largo da costa. Ao longo da costa é possível ver algumas plataformas de petróleo.
Cabinda é uma cidade calma, pacífica (pelo menos quando lá estive era, antes do CAN2010 não se ouvia falar de problemas), organizada e limpa. E cheia de estrangeiro devido às plataformas...


Uma curiosidade sobre Cabinda, é que não tem conexão por terra com o resto país devido a trocas de território em 1885 por causa da Conferência de Berlim. Está tudo explicado nesta página da Wikipédia.
Desta vez a road-trip foi by air. Foi chegar a Luanda num dia, no dia seguinte ir para Cabinda, fazer o que tinha a fazer, avião para Luanda novamente e no dia seguinte Lisboa!!!
Cabinda é uma das províncias mais desenvolvidas de Angola, muito por culpa do petróleo que tem ao largo da costa. Ao longo da costa é possível ver algumas plataformas de petróleo.
Cabinda é uma cidade calma, pacífica (pelo menos quando lá estive era, antes do CAN2010 não se ouvia falar de problemas), organizada e limpa. E cheia de estrangeiro devido às plataformas...


Uma curiosidade sobre Cabinda, é que não tem conexão por terra com o resto país devido a trocas de território em 1885 por causa da Conferência de Berlim. Está tudo explicado nesta página da Wikipédia.
Depeche Mode @ Pavilhão Atlântico
Depois de ter estado mês e meio em Angola em "road-trips" voltei à "casa de partida" já com o concerto de Depeche Mode fisgado!!! E com o bilhete na mão, não fosse esgotar... Já tinha tentado vê-los ao vivo umas vezes, mas estava difícil, havia sempre fenómenos estranhos a meterem-se no meio do caminho. Mas desta foi de vez!!!
Apesar de já ter sido à algum tempo, aqui ficam algumas fotos e vídeos de um concerto espectacular, mas que soube a pouco, não fazia mal nenhum mais uma meia hora de concerto!!! =P
Os Depeche Mode que hoje subiram ao palco estão diferentes e isso notou-se, à saída, nos comentários de alguns fãs que viram também a actuação de 2006. Dave Gahan continua a ser um anfitrião ímpar, Martin L. Gore e Andrew Fletcher continuam a dar o litro, mas a voz do líder começa a denotar algum cansaço. Não foram poucas as vezes que o cantor deixou a multidão cantar os refrões dos hinos maiores da banda e em "Wrong", o primeiro single do álbum que serve de pretexto à actual digressão, além de ter entrado fora de tempo, algo mais pareceu estar "errado".
O público, no entanto, não se preocupou minimamente e rendeu-se sem reservas à arte dos britânicos. Apesar de o álbum editado este ano, Sounds of the Universe dar o nome à digressão, a banda retirou dele apenas quatro temas, com três deles logo a abrir: a dança sedutora de "In Chains" alimentou a euforia do início de espectáculo com os seus ritmos penetrantes, "Wrong" mostrou a força da alma gótica da banda em imagens ultra-saturadas projectadas no ecrã gigante (e tirou proveito de ser êxito recente para deixar o público a rebentar em aplausos) e "Hole To Feed" hipnotizou em dança sedutora. "Miles Away/The Truth Is" chegaria um pouco mais para a frente, confirmando o que já se sabia: é provavelmente um dos momentos menos inspirados das canções mais recentes da banda.
O regresso ao passado começou com o maravilhoso "Walking in My Shoes" atentamente observado por um olho de corvo projectado no globo/planeta gigante suspenso por cima do palco. "Question of Time", o tema que se seguiu, provou mais uma vez que a grande força dos Depeche Mode prende-se com a quantidade impressionante de canções que envelheceu com a mesma magia e fôlego que tinham quando primeiramente se deram a conhecer. Gahan deu então início ao exorcismo dos seus fantasmas das melhores formas que sabe: com o corpo, a dançar, e com a voz, a cantar.
"Precious" marcou a única abordagem ao soberbo Playing the Angel, registo de 2005, e a reacção do público não poderia ter sido melhor, contagiando depois "World in My Eyes" e os seus ritmos exóticos. O grande exercício synth pop que é "Fly on the Windscreen", de Black Celebration deu o mote para o primeiro período introspectivo da noite, brilhantemente servido por Martin L. Gore: o encantatório "Sister of Night" e a balada delicodoce "Home" deixaram o público em êxtase.
"Policy of Truth" marcou o regresso de Gahan ao palco e o grosso da plateia, visivelmente sub-30, manteve-se em alta (cantando a plenos pulmões) com "It's No Good". Os arranjos quase irreconhecíveis de "In Your Room" levaram muita da audiência nas bancadas a sentar-se, apenas para se levantar logo de seguida para celebrar o hino "I Feel You".
A loucura de "Enjoy the Silence", novo coro cantado a plenos pulmões, deixou antever o final do corpo principal do alinhamento em versão dançável, com Gahan a servir de maestro na passadeira que o leva para bem junto do público, mas ainda houve tempo para deixar água na boca com "Never Let Me Down Again" - com direito a ginástica braçal e um agradecimento que soou a "até já".
O encore teve início com o momento de introspecção "One Caress" - Martin L. Gore mais uma vez brilhante - e a sequência que colocou o ponto final no espectáculo fez-se sempre em registo ascendente. "Stripped" foi momento solene, "Behind the Wheel" envolveu a sala com os seus ritmos misteriosos e, a terminar em grande, o inevitável "Personal Jesus" levou à histeria generalizada.
Iguais a si próprios, mas com a idade de Dave Gahan a começar a pesar-lhe na voz, os Depeche Mode conquistaram mais uma vez o Pavilhão Atlântico e redimiram-nos do concerto cancelado na versão portuense do Super Bock Super Rock. Só não terão mesmo ficado reconciliados com a banda aqueles que não puderam vir do Porto para assistir. Haverá, com certeza, mais ocasiões.
Texto de Mário Rui Vieira
Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
Demorei tempo a ver um concerto deles, mas valeu muito a pena!!! Os vídeos que acompanhavam as músicas estavam de mais...
E graças ao youtube pode-se ver o concerto na integra e com o alinhamento certo!!! Tal como se estivesses lá!!! Bem, esta última parte não é bem verdade. Na realidade não tem nada a ver... Mas pronto fica a intenção...
Alinhamento
In Chains
Wrong
Hole to Feed
Walking In My Shoes
Question of Time
Precious
World In My Eyes
Fly on the Windscreen
Sister of Night
Home
Miles Away/The Truth Is
Policy of Truth
It's No Good
In Your Room
I Feel You
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again
Encore
One Caress
Stripped
Behind the Wheel e Personal Jesus
Personal Jesus
Para ver a playlist completa clica aqui =P
Apesar de já ter sido à algum tempo, aqui ficam algumas fotos e vídeos de um concerto espectacular, mas que soube a pouco, não fazia mal nenhum mais uma meia hora de concerto!!! =P
![Depeche Mode no Pavilhão Atlântico [texto + fotos] - Depeche Mode no Pavilhão Atlântico [texto + fotos] -](http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/rc74186ritacarmo-d1c8.jpg)
Os Depeche Mode que hoje subiram ao palco estão diferentes e isso notou-se, à saída, nos comentários de alguns fãs que viram também a actuação de 2006. Dave Gahan continua a ser um anfitrião ímpar, Martin L. Gore e Andrew Fletcher continuam a dar o litro, mas a voz do líder começa a denotar algum cansaço. Não foram poucas as vezes que o cantor deixou a multidão cantar os refrões dos hinos maiores da banda e em "Wrong", o primeiro single do álbum que serve de pretexto à actual digressão, além de ter entrado fora de tempo, algo mais pareceu estar "errado".
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O público, no entanto, não se preocupou minimamente e rendeu-se sem reservas à arte dos britânicos. Apesar de o álbum editado este ano, Sounds of the Universe dar o nome à digressão, a banda retirou dele apenas quatro temas, com três deles logo a abrir: a dança sedutora de "In Chains" alimentou a euforia do início de espectáculo com os seus ritmos penetrantes, "Wrong" mostrou a força da alma gótica da banda em imagens ultra-saturadas projectadas no ecrã gigante (e tirou proveito de ser êxito recente para deixar o público a rebentar em aplausos) e "Hole To Feed" hipnotizou em dança sedutora. "Miles Away/The Truth Is" chegaria um pouco mais para a frente, confirmando o que já se sabia: é provavelmente um dos momentos menos inspirados das canções mais recentes da banda.
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O regresso ao passado começou com o maravilhoso "Walking in My Shoes" atentamente observado por um olho de corvo projectado no globo/planeta gigante suspenso por cima do palco. "Question of Time", o tema que se seguiu, provou mais uma vez que a grande força dos Depeche Mode prende-se com a quantidade impressionante de canções que envelheceu com a mesma magia e fôlego que tinham quando primeiramente se deram a conhecer. Gahan deu então início ao exorcismo dos seus fantasmas das melhores formas que sabe: com o corpo, a dançar, e com a voz, a cantar.
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"Precious" marcou a única abordagem ao soberbo Playing the Angel, registo de 2005, e a reacção do público não poderia ter sido melhor, contagiando depois "World in My Eyes" e os seus ritmos exóticos. O grande exercício synth pop que é "Fly on the Windscreen", de Black Celebration deu o mote para o primeiro período introspectivo da noite, brilhantemente servido por Martin L. Gore: o encantatório "Sister of Night" e a balada delicodoce "Home" deixaram o público em êxtase.
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"Policy of Truth" marcou o regresso de Gahan ao palco e o grosso da plateia, visivelmente sub-30, manteve-se em alta (cantando a plenos pulmões) com "It's No Good". Os arranjos quase irreconhecíveis de "In Your Room" levaram muita da audiência nas bancadas a sentar-se, apenas para se levantar logo de seguida para celebrar o hino "I Feel You".
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A loucura de "Enjoy the Silence", novo coro cantado a plenos pulmões, deixou antever o final do corpo principal do alinhamento em versão dançável, com Gahan a servir de maestro na passadeira que o leva para bem junto do público, mas ainda houve tempo para deixar água na boca com "Never Let Me Down Again" - com direito a ginástica braçal e um agradecimento que soou a "até já".
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O encore teve início com o momento de introspecção "One Caress" - Martin L. Gore mais uma vez brilhante - e a sequência que colocou o ponto final no espectáculo fez-se sempre em registo ascendente. "Stripped" foi momento solene, "Behind the Wheel" envolveu a sala com os seus ritmos misteriosos e, a terminar em grande, o inevitável "Personal Jesus" levou à histeria generalizada.
![]() |
Iguais a si próprios, mas com a idade de Dave Gahan a começar a pesar-lhe na voz, os Depeche Mode conquistaram mais uma vez o Pavilhão Atlântico e redimiram-nos do concerto cancelado na versão portuense do Super Bock Super Rock. Só não terão mesmo ficado reconciliados com a banda aqueles que não puderam vir do Porto para assistir. Haverá, com certeza, mais ocasiões.
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Texto de Mário Rui Vieira
Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
Demorei tempo a ver um concerto deles, mas valeu muito a pena!!! Os vídeos que acompanhavam as músicas estavam de mais...
E graças ao youtube pode-se ver o concerto na integra e com o alinhamento certo!!! Tal como se estivesses lá!!! Bem, esta última parte não é bem verdade. Na realidade não tem nada a ver... Mas pronto fica a intenção...
Alinhamento
In Chains
Wrong
Hole to Feed
Walking In My Shoes
(Uma das minhas favoritas da noite!!!)
Question of Time
Precious
World In My Eyes
Fly on the Windscreen
Sister of Night
Home
(Momento alto da noite!!! Nem acreditava que estavam a tocar esta música =D )
Miles Away/The Truth Is
Policy of Truth
It's No Good
In Your Room
I Feel You
Enjoy the Silence
(Um clássico...)
Never Let Me Down Again
Encore
One Caress
Stripped
Behind the Wheel e Personal Jesus
Personal Jesus
(Para terminar em grande... Mas mesmo em grande!!!)
Para ver a playlist completa clica aqui =P
Este blogue tem estado inactivo devido à falta de tempo e desleixo do próprio!!! Como não tenho passado muitas horas em aeroportos à espera, não tenho tido muito tempo para actualizar isto. É a única "coisa" boa de estar 7 horas num aeroporto miniatura de um país do 3º mundo. É que se tem tempo para actualizar o blogue e escrever parvoíces, mas não em "tempo real", ou seja, não pode ser logo no blogger, pois como é óbvio não à net nesses aeroportos, senão também não era um aeroporto de 3º mundo!!! =P
Vou tentar fazer um resumo rápido destes últimos 3 meses e meio, assim sempre me entretenho hoje antes que morra de tédio.
Vou tentar fazer um resumo rápido destes últimos 3 meses e meio, assim sempre me entretenho hoje antes que morra de tédio.
Domingo, Novembro 08, 2009
Road Trip - parte 7

Uíge era a última província desta road trip, e da Malangue a Uíge esperavam-nos 5h de "picada" para amaciar o corpinho!!! Mais uma vez, as paisagens que separam as províncias são sempre espectaculares, está viagem em concreto era muito "verde", cheia de serras repletas de plantas e árvores, rios e lagoas a acompanhar!!!
E de vários de vez em quando ainda passávamos por aldeias típicas, onde os tijolos das "casinhas" eram feitos de lama, isto as que tinham tijolos, porque muitas eram só paus e lama!!!



A cidade do Uíge, que é a capital da província com o mesmo nome, é mais uma província muito pouco desenvolvida. Pouco ao nada há para visitar ou fazer, para além do trabalho que era suposto fazer... Quase que me atrevia a dizer que estava mais próximo do fim do mundo aqui, do que em Malangue, não fosse o hotel ter umas condições muito catitas e uma piscina bem bacana!!! =P

Ah!!! A cidade do Uíge tinha também uma "coisa" a salientar!!! Tinha a maior discoteca de Angola!!! E por azar, era mesmo ao lado do hotel, até podíamos ir a pé... Para ajudar, até era sexta-feira!!! Bem... Lá grande a discoteca era, mas só em altura, porque de resto, parecia ter um tamanhinho muito normal!!! Não que conheça muito bem a noite angolana =P
Pode-se dizer que foi uma noite bastante pacata, pois passei mais tempo sentado do que outra coisa... Diga-se que tinha muita música "nacional"... O que se calhar até é de esperar numa discoteca angolana!!!
Ainda bem que só passei dois dias em Uíge, porque se tivesse de passar uma semana inteira não faço a mínima ideia do haveria de fazer para passar o tempo, é que não havia quase nada na cidade. Até para se jantar, tinha-se de jantar num dos hotéis da cidade, porque restaurantes "normais" não existiam.
O que valeu foi que os dois dias até passaram rápido e Luanda estava somente a 380km!!! E eu a pensar que ia demorar umas 4h a chegar, e ainda ia aproveitar para apanhar um pouco de sol!!! Está bem, está!!! Foram "apenas" 7h de viagem, e numa estrada boa, o problema era a quantidade de curvas por aquelas serras a fora, e a quantidade de camiões que apanhamos!!! Brrr!!! Tanto tempo para fazer 380km!!! E o único sol que apanhei foi no meu braço direito, ganhei um "bronze à pendura" bem bonito!!!

A grande satisfação do dia foi ter chegado a Luanda e às 3 da tarde almoçar um "belo" dum Bacalhau à Lagareiro acompanhado com um vinho verde bem fresquinho, para comemorar o fim de duas semanas e de mais de 3000km a "passear" pelas províncias angolanas!!!
A cidade do Uíge, que é a capital da província com o mesmo nome, é mais uma província muito pouco desenvolvida. Pouco ao nada há para visitar ou fazer, para além do trabalho que era suposto fazer... Quase que me atrevia a dizer que estava mais próximo do fim do mundo aqui, do que em Malangue, não fosse o hotel ter umas condições muito catitas e uma piscina bem bacana!!! =P
Ah!!! A cidade do Uíge tinha também uma "coisa" a salientar!!! Tinha a maior discoteca de Angola!!! E por azar, era mesmo ao lado do hotel, até podíamos ir a pé... Para ajudar, até era sexta-feira!!! Bem... Lá grande a discoteca era, mas só em altura, porque de resto, parecia ter um tamanhinho muito normal!!! Não que conheça muito bem a noite angolana =P
Pode-se dizer que foi uma noite bastante pacata, pois passei mais tempo sentado do que outra coisa... Diga-se que tinha muita música "nacional"... O que se calhar até é de esperar numa discoteca angolana!!!
Ainda bem que só passei dois dias em Uíge, porque se tivesse de passar uma semana inteira não faço a mínima ideia do haveria de fazer para passar o tempo, é que não havia quase nada na cidade. Até para se jantar, tinha-se de jantar num dos hotéis da cidade, porque restaurantes "normais" não existiam.
O que valeu foi que os dois dias até passaram rápido e Luanda estava somente a 380km!!! E eu a pensar que ia demorar umas 4h a chegar, e ainda ia aproveitar para apanhar um pouco de sol!!! Está bem, está!!! Foram "apenas" 7h de viagem, e numa estrada boa, o problema era a quantidade de curvas por aquelas serras a fora, e a quantidade de camiões que apanhamos!!! Brrr!!! Tanto tempo para fazer 380km!!! E o único sol que apanhei foi no meu braço direito, ganhei um "bronze à pendura" bem bonito!!!
A grande satisfação do dia foi ter chegado a Luanda e às 3 da tarde almoçar um "belo" dum Bacalhau à Lagareiro acompanhado com um vinho verde bem fresquinho, para comemorar o fim de duas semanas e de mais de 3000km a "passear" pelas províncias angolanas!!!
Road Trip - parte 6

Isto de se andar andar pelas províncias causa uns certos atrasos nos posts, principalmente quando não se consegue encontrar Internet em lado nenhum, e já televisão é uma sorte!!! Parece que se está completamente alienado do que se passa. E foi mais ou menos isso que me aconteceu nestes últimos 5 dias. Mais uma vez sai ainda de madrugada de Luanda, desta vez para ir até Malangue, capital da província de Malangue, que fica a 420km pela Nacional 430, o que dá cerca de 5h de viagem porque a estrada até é boa!!!
Para chegar a Malangue tive de atravessar a província de Kwansa Norte, passando até pela capital que é N'dalatando, e para capital de província diga-se que não tinha muita coisa... Deu para perceber que é uma província bastante pobre, e eu estava-me a afastar cada vez mais da "civilização", isto é, desta vez estava mesmo a dirigir-me para o "fim do mundo"!!!
Chegando a Malangue. O que há em Malangue (supostamente é uma zona turística)?!?! Pois, na cidade não há assim muita coisa e eu tinha de lá ficar duas noites... Oba!!! Oba!!! Infelizmente de Malangue não posso dizer muito mais coisas, a cidade não tinha mesmo nada de interesse para ver ou contar, o que vale é que a viagem até tinha umas paisagens bonitas!!!
Visto que a província, é uma província turística, deve haver alguma coisa que lhe valha o título!!! E sim, a cerca de 80km da cidade, na aldeia de Pungo Andongo, junto da fronteira com a província de Kwansa Sul, existem as "Pedras Negras", como assim são chamadas aqueles conjuntos de rochas. Vá lá!!! Valeu a pena a viagem até lá, pois a paisagem era espectacular!!!


Visto as "Pedras Negras", à curta distância de 180km ficavam as quedas de àgua de Kalandula, que são as terceiras maiores quedas de água de África, era um "tirinho" de onde estávamos...
Quase 3h depois, após algumas estradas que de estrada tinham pouco, lá chegamos a Kalandula. Aquelas 3h em "picada" valeram bem a pena, fazia outras 3h naquele tipo de estrada somente para ver aquelas quedas de água, porque a paisagem era simplesmente soberba. São estes pequenos "miminhos" que dão gozo conhecer e que justificam as horas a viajar. É que isto não pode ser só trabalho!!! =P



Para chegar a Malangue tive de atravessar a província de Kwansa Norte, passando até pela capital que é N'dalatando, e para capital de província diga-se que não tinha muita coisa... Deu para perceber que é uma província bastante pobre, e eu estava-me a afastar cada vez mais da "civilização", isto é, desta vez estava mesmo a dirigir-me para o "fim do mundo"!!!
Visto as "Pedras Negras", à curta distância de 180km ficavam as quedas de àgua de Kalandula, que são as terceiras maiores quedas de água de África, era um "tirinho" de onde estávamos...
Quase 3h depois, após algumas estradas que de estrada tinham pouco, lá chegamos a Kalandula. Aquelas 3h em "picada" valeram bem a pena, fazia outras 3h naquele tipo de estrada somente para ver aquelas quedas de água, porque a paisagem era simplesmente soberba. São estes pequenos "miminhos" que dão gozo conhecer e que justificam as horas a viajar. É que isto não pode ser só trabalho!!! =P
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Ganhei!!!
Ganhei!!! Lol... =D Hoje tinha no meu mail um email a dizer que tinha ganho um passatempo que tinha concorrido à uns tempos!!! Hehe!!! Deve ser das influências!!! Nunca ganho nada, corrijo, nunca ganhava nada!!!
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Road Trip - parte 5
Aproveitamos até para almoçar ali junto à praia!!! O nosso objectivo era almoçar, mas como estivemos quase 2h à espera da comida, pode-se dizer que lanchamos!!! Que serviço mais lento, em Luanda normalmente espero muito tempo, 40m, mas ali foi demais...No Namibe, existe uma planta carnívora que só se dá naquela parte do mundo, tem o nome de welwitchia, mas infelizmente não vimos nenhuma.
Feito isto, era altura de regressar ao Lubango. Na parte da Serra da Leba, com o cair da noite apanhamos o pôr do Sol. E era um pôr do Sol de fazer inveja, o Sol a descer e a esconder-se atrás das montanhas deixando uma luz avermelhada a iluminar a paisagem. Excelente, simplesmente maravilhoso!!!
Na nossa última paragem para fotos, adivinhem quem é que trouxe o jipe até ao hotel, o Je, foi para experimentar, visto que nunca tinha conduzido um carro de mudanças automáticas e visto bem, também nunca tinha conduzido um jipe!!! A mão a ir à procura da mudança para por é que era giro, mas giro foi a estacionar no hotel e por o pé esquerdo, que tem uma sensibilidade extrema, no pedal da embraiagem.. Ah, pois é, não tem esse pedal... Isso que dizer que aquilo era o travão!!! Foi mais uma coisa para experimentar.
Sábado, Outubro 31, 2009
Road Trip - parte 4
Mais um dia que começou ainda de madrugada para ir novamente para o aeroporto de Luanda, vá lá, desta vez só lá tinha de estar às 5h!!! E desta vez não vai ser ir num dia e voltar no outro, "não senhor", vou passar duas noites no mesmo sítio!!!O destino de hoje foi Lubango, a capital da província de Huíla, que também é uma das quatro cidades que irá acolher o CAN2010, mas aqui as "coisas" já parecem estar quase terminadas ao contrário de Luanda.
Voltando ao aeroporto, depois do primeiro impacto à uns dias atrás, já não se estranha o caos que reina no aeroporto de Luanda, para mais, este fim de semana é "maior" pois segunda-feira aqui é feriado, então a quantidade de gente no aeroporto ainda é maior. O itinerário desta vez é Luanda-Catumbela (o voo faz escala), Catumbela-Lubango e no dia seguinte já de carro Lubango-Namibe e Namibe-Lubango (que são perto de 400km na Nacional 280).
Ao chegar ao Lubango, cerca de 2h depois de ter saído de Luanda, a bordo de um Embraer 120, novamente, lá estava um colega meu à minha espera, desta vez não houve "aventuras" com o facto de não ter motorista!!! Primeira coisa a fazer foi tomar o pequeno-almoço para depois ir para o hotel dormir um pouco, porque ultimamente os meus períodos de sono não duram mais do que 2h, ando todo trocadinho!!! Com um grande jet-lag, sem sequer ter de mudar de fuso horário!!!
Chegado ao hotel tenho logo uma surpresa, o hotel não era o típico hotel a que estou habituado, é que não era num prédio. Os quartos eram bungalows, e cada hóspede tinha, por assim dizer, a sua casinha com telhado de palha. Muito fish!!! E a decoração do quarto?!?! Ah, ah!!! Eu tinha uma cama "trigresa", muito "kinky", mas enquadrava perfeitamente no sítio. O que eu curti aquilo!!!
Depois de dormir mais umas 2 horitas, saio da "minha casinha" e o que é que esta no meu jardim a comer-me a relva?!?! Dois animais, dos quais não sei o nome mas que são muito parecidos com renas, a almoçar a relva do "meu" jardim!!!
É que o hotel para além de ter uns quartos catitas, ainda tinha animais soltos dentro das imediações do hotel, tinha essas duas "renas" e umas aves que por ali "passarinhavam" a "pé" pois nunca as vi voar, deviam ser familiares das galinhas...
Como o trabalho já estava preparado para a noite, tinha a tarde toda para dar uma volta pela cidade. A cidade do Lubango fica no meio de algumas montanhas, é uma cidade bastante gira, arranjada, organizada (dentro do possível) e calma, um espectáculo de sítio.
A primeira paragem da tarde foi no centro comercial local, que segundo os meus colegas é sempre de noite. E não é que é mesmo!!! Mal se entra no centro comercial não se vê nada, está bastante escuro, olhas para o tecto e a única coisa que vês é um céu "de fim de tarde" pintado e nem um único candeeiro, isto porque, o centro comercial é como se fosse uma pequena cidade, onde as lojas são casinhas ou pequenos prédios e a iluminação são os candeeiros das ruas!!! O conceito do centro comercial estava excelente... E até tinha uma surf shop, apesar de Lubango só ter mar a cerca de 200km de distância!!! =P
Depois de uma pequena voltinha pela cidade, fomos até à fenda da Tundavala, que segundo contam os locais, era para onde se atiravam as pessoas indesejadas (neste caso, os mercenários sul-africanos), também é só uma escarpa com cerca de 700m de altura, mas tem uma vista linda, deu umas fotos espectaculares, "infelizmente" não houve nenhum "sacrifício" na altura, para tirar uma foto gira.


Para terminar o dia e comemorar mais um trabalho bem feito e já que era noite de Halloween, nada como dar um salto até à discoteca local e ver o ambiente daquilo. Como não houve reportório fotográfico, não se pode contar muito da noite, pois não há fotos para mostrar!!! Foi mais uma noite a chegar de dia ao quarto e com direito a umas 2 míseras horas de sono...
Voltando ao aeroporto, depois do primeiro impacto à uns dias atrás, já não se estranha o caos que reina no aeroporto de Luanda, para mais, este fim de semana é "maior" pois segunda-feira aqui é feriado, então a quantidade de gente no aeroporto ainda é maior. O itinerário desta vez é Luanda-Catumbela (o voo faz escala), Catumbela-Lubango e no dia seguinte já de carro Lubango-Namibe e Namibe-Lubango (que são perto de 400km na Nacional 280).
Ao chegar ao Lubango, cerca de 2h depois de ter saído de Luanda, a bordo de um Embraer 120, novamente, lá estava um colega meu à minha espera, desta vez não houve "aventuras" com o facto de não ter motorista!!! Primeira coisa a fazer foi tomar o pequeno-almoço para depois ir para o hotel dormir um pouco, porque ultimamente os meus períodos de sono não duram mais do que 2h, ando todo trocadinho!!! Com um grande jet-lag, sem sequer ter de mudar de fuso horário!!!
Como o trabalho já estava preparado para a noite, tinha a tarde toda para dar uma volta pela cidade. A cidade do Lubango fica no meio de algumas montanhas, é uma cidade bastante gira, arranjada, organizada (dentro do possível) e calma, um espectáculo de sítio.
Para terminar o dia e comemorar mais um trabalho bem feito e já que era noite de Halloween, nada como dar um salto até à discoteca local e ver o ambiente daquilo. Como não houve reportório fotográfico, não se pode contar muito da noite, pois não há fotos para mostrar!!! Foi mais uma noite a chegar de dia ao quarto e com direito a umas 2 míseras horas de sono...
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Road Trip - parte 3
Esta parte da road trip por Angola tem muito pouco de road trip!!! Até porque começou comigo às 4h30 da manhã no aeroporto de Luanda!!! Mas como air trip não soa muito bem e dava cabe da sequência de posts ficou à mesma road trip!!! =P
O meu dia de quinta-feira começou bem cedinho, eram 3h40 já estava fora da cama (que mal aqueceu), isto para estar no aeroporto às 4h30 como já tinha referido. E para quê?!?! Para entrar no avião às 7h30 e fazer uma viagem de 50m!!! Que seca que apanhei naquele aeroporto, até deu para dormir na sala de embarque...
A espera ao menos valeu a pena, fui num Boeing 737 novinho e em classe executiva, tinha todo o "espaço do mundo" só para me esticar e "bater um choco".
Desta vez o meu destino era para o Kuito, a capital da província de Bié, ou seja, para a terra de ninguém, para o fim do mundo tal como os meus "queridos" colegas diziam...
Chegado ao aeroporto do Bié, que consegue ser mais pequeno que a minha casa, e infelizmente ela é pequena, a aventura começou logo ali!!! Obviamente, como ali naquele aeroporto não havia máquina de Raio-X a revista às bagagens era feita ali, bagagem a bagagem, por um polícia. E adivinhem lá quem foi o primeiro?!?! Tcharam!!! O "Je"!!! Mal o polícia abre a mala e o que é que ele encontra logo?!?! Um estojo com um canivete, um alicate de corte e outro materiais parecidos, logo seguido de umas placas (vamos assim lhes chamar, para facilitar) que levava para configurar. Imagino as perguntas que não iam naquela cabecinha!!! A quantidade de vezes que ele olhou para as placas e a quantidade de vezes que as andou a rodar a tentar perceber para quê que eu tinha aquilo na mala!!!
Passado o "check-out", veio o segundo berbicacho do dia!!! "Cadé" o motorista?!?! Ah!!! Baldou-se, e ainda por cima tem o telemóvel desligado. Por acaso era um dos meus sonhos, ser completamente abandonado numa província no interior de Angola, daquelas que foi profundamente afectada pela guerra, onde a única pessoa que conhecia era o meu colega que tinha vindo comigo!!!
Mas lá me safei, telefonei ao "bacano" que era responsável pelas instalações onde eu ia trabalhar, e lá nos veio buscar ao aeroporto e levou-nos para o "site", que era novamente composto por 5 agradáveis contentores!!! O problema de sair do aeroporto estava resolvido, agora, o problema era sair do "site" para o hotel, para o aeroporto, etc... Então e uma rent-a-car?!?! Não percebi senão tinham ou se a rent-a-car não tinha carros!!!
Mas o que me valeu no Bié foi esse bacano, estava um carro no "site" que era do colega dele, e foi com esse carro que andamos por lá!!! O giro foi, quando o colega dele chegou, perguntamos se era possível nos alugar o carro, quanto era e se nos podia passar uma factura?!?! Impecável!!! O carro era da esposa dele, ela já não usava à uns tempos, o aluguer por dia eram 10000 kwansas ( pouco mais de 100 dólares) e no dia seguinte arranjava-nos uma factura!!! Próximo problema?!?! O carro tinha a bateria descarregada!!! Not my problem!!! Ele lá "desenrascou", quando precisei de sair o carro andava e era o que interessava!!!
Até para fazer o meu trabalho faltavam lá coisas, tive de andar a inventar para arranjar uma solução!!! Naquele sítio tinha de ser tudo a "desenrascar"... Trabalho preparado, fomos até ao hotel na nossa viatura alugada, que não ficou sem bateria até lá =), e mais nada de anormal aconteceu no resto do dia!!! Graças a Deus (como os zucas tanto gostam de dizer)!!! Foi fazer o trabalho, dormir e fugir dali!!! O dono do carro ainda foi connosco até ao aeroporto para depois trazer o carro, e mal desligamos o carro à porta do aeroporto, a bateria puff!!! Ainda tive de andar a empurrar o carro!!! Ah, e não esquecendo, o rapaz sempre nos trouxe a factura e na descrição até vinha "Aluguer de viatura". Espectacular, é o que tenho a dizer.
Uma situação gira que também aconteceu 3 vezes, foi que sempre que ia a pagar com dólares o pessoal não tinha troco na hora, e diziam sempre "Não se preocupe, eu já lhe trago..." ou então, no caso dos bilhetes do aeroporto "Eu dou-lhe o troco amanhã, juntamente com as facturas...", e o que é que eu ficava a pensar?!?!
- "Toma lá que já foste à vida, nunca mais o vês!!!" - Mas não, completamente enganado, vim com o troço e com as facturas todas!!!


Já no aeroporto,vim para Luanda a bordo dum "espectacular" Embraer 120, que dava nem mais, nem menos do que para 30 pessoas!!! Diga-se que o "entusiasmos" para este voo não era o mesmo que na vinda!!! Aquilo tinha hélices!!!
Ainda deu para apanhar uns sustos, principalmente quando iniciamos a descida para Luanda, aquilo não parava quieto, parecia que andava ao "sabor do vento" e eu a não achar piada nenhuma, acho que nunca tinha tido tantos "pensamentos profundos" a bordo dum avião, nem mesmo quando me atirei dum!!! Mas pronto, lá chegamos ao chão e nem se deu conta da aterragem!!! Uff!!!
Amanhã já há mais uma viagem para outra província...
A espera ao menos valeu a pena, fui num Boeing 737 novinho e em classe executiva, tinha todo o "espaço do mundo" só para me esticar e "bater um choco".
Desta vez o meu destino era para o Kuito, a capital da província de Bié, ou seja, para a terra de ninguém, para o fim do mundo tal como os meus "queridos" colegas diziam...Chegado ao aeroporto do Bié, que consegue ser mais pequeno que a minha casa, e infelizmente ela é pequena, a aventura começou logo ali!!! Obviamente, como ali naquele aeroporto não havia máquina de Raio-X a revista às bagagens era feita ali, bagagem a bagagem, por um polícia. E adivinhem lá quem foi o primeiro?!?! Tcharam!!! O "Je"!!! Mal o polícia abre a mala e o que é que ele encontra logo?!?! Um estojo com um canivete, um alicate de corte e outro materiais parecidos, logo seguido de umas placas (vamos assim lhes chamar, para facilitar) que levava para configurar. Imagino as perguntas que não iam naquela cabecinha!!! A quantidade de vezes que ele olhou para as placas e a quantidade de vezes que as andou a rodar a tentar perceber para quê que eu tinha aquilo na mala!!!
Passado o "check-out", veio o segundo berbicacho do dia!!! "Cadé" o motorista?!?! Ah!!! Baldou-se, e ainda por cima tem o telemóvel desligado. Por acaso era um dos meus sonhos, ser completamente abandonado numa província no interior de Angola, daquelas que foi profundamente afectada pela guerra, onde a única pessoa que conhecia era o meu colega que tinha vindo comigo!!!
Mas lá me safei, telefonei ao "bacano" que era responsável pelas instalações onde eu ia trabalhar, e lá nos veio buscar ao aeroporto e levou-nos para o "site", que era novamente composto por 5 agradáveis contentores!!! O problema de sair do aeroporto estava resolvido, agora, o problema era sair do "site" para o hotel, para o aeroporto, etc... Então e uma rent-a-car?!?! Não percebi senão tinham ou se a rent-a-car não tinha carros!!!
Até para fazer o meu trabalho faltavam lá coisas, tive de andar a inventar para arranjar uma solução!!! Naquele sítio tinha de ser tudo a "desenrascar"... Trabalho preparado, fomos até ao hotel na nossa viatura alugada, que não ficou sem bateria até lá =), e mais nada de anormal aconteceu no resto do dia!!! Graças a Deus (como os zucas tanto gostam de dizer)!!! Foi fazer o trabalho, dormir e fugir dali!!! O dono do carro ainda foi connosco até ao aeroporto para depois trazer o carro, e mal desligamos o carro à porta do aeroporto, a bateria puff!!! Ainda tive de andar a empurrar o carro!!! Ah, e não esquecendo, o rapaz sempre nos trouxe a factura e na descrição até vinha "Aluguer de viatura". Espectacular, é o que tenho a dizer.
Uma situação gira que também aconteceu 3 vezes, foi que sempre que ia a pagar com dólares o pessoal não tinha troco na hora, e diziam sempre "Não se preocupe, eu já lhe trago..." ou então, no caso dos bilhetes do aeroporto "Eu dou-lhe o troco amanhã, juntamente com as facturas...", e o que é que eu ficava a pensar?!?!
- "Toma lá que já foste à vida, nunca mais o vês!!!" - Mas não, completamente enganado, vim com o troço e com as facturas todas!!!
Já no aeroporto,vim para Luanda a bordo dum "espectacular" Embraer 120, que dava nem mais, nem menos do que para 30 pessoas!!! Diga-se que o "entusiasmos" para este voo não era o mesmo que na vinda!!! Aquilo tinha hélices!!!
Ainda deu para apanhar uns sustos, principalmente quando iniciamos a descida para Luanda, aquilo não parava quieto, parecia que andava ao "sabor do vento" e eu a não achar piada nenhuma, acho que nunca tinha tido tantos "pensamentos profundos" a bordo dum avião, nem mesmo quando me atirei dum!!! Mas pronto, lá chegamos ao chão e nem se deu conta da aterragem!!! Uff!!!Amanhã já há mais uma viagem para outra província...
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Road Trip - parte 2
Depois de dia e meio no Lobito, o próximo destino era o Sumbe, a capital da província do Kwansa Sul, que fica a cerca de 180km do Lobito. Após 2h de viagem, cheguei ao Sumbe, que é uma pequena cidade costeira, uma espécie de cidade de passagem entre Luanda e Benguela.
Como cheguei bastante cedo, cedo demais para fazer o check-in no hotel, eu e os meus colegas fomos directos para o sítio onde íamos trabalhar essa noite, e... E como é que eide de explicar?!?! Bem, temos um terreno no "centro" da cidade, vedado, com algumas antenas, vários geradores e cinco contentores, sim contentores, tal como aqueles que andam em cima dos camiões!!! E num deles lá estava o equipamento que eu ia configurar. Como éramos 3 mais o equipamento dentro do contentor, não havia muito espaço para nos mexermos, logo tivemos que improvisar, lá estiquei um cabo de rede grande e fui trabalhar para rua!!! Isto é que são empregos, pode-se trabalhar ao ar livre e tudo!!! Achei piada, porque nunca tinha apanhado nenhum "site" que fosse em contentores. Mas pelos vistos é só o primeiro de muitos!!! O rapazinho é que anda mal habituado!!! Ah, ah...
Trabalho preparado, era altura de tratar do almoço e do alojamento, mas primeiro a comidinha!!! E aqui estava mais um problemito, isto porque, olhava-se à volta e não se via um único "restaurante"... Mas vá lá, à frente do hotel, mesmo junto à praia. E até tinha bom aspecto!!! =)
A parte mais desenvolvida e arranjada da cidade do Sumbe é a marginal, mas não pensem que é uma avenida muito grande ou cheia de prédios, muito pelo contrário, tem cerca de 500m e uns 5 ou 6 "prédios" já a contar com o hotel onde fiquei. Mas quanto ao hotel, à que dizer que fiquei no Hotel Ritz do Sumbe!!! Estão a ver o Hotel Ritz de Lisboa?!?! Adivinhem lá!!! Pois, não tem nada a ver, por azar o meu, diga-se que até nas minhas férias em que fiz um Interrail "low cost" estive em sítio mais engraçados... Mais uma experiência diferente para o palmarés!!! O que vale é que no dia seguinte já durmo em Luanda no meu quarto de hotel de 490 dólares!!! =P
Mas a marginal até era "girinha", tinhas a praia logo ali e esta estava cheia de coqueiros!!! Lol...
Como cheguei bastante cedo, cedo demais para fazer o check-in no hotel, eu e os meus colegas fomos directos para o sítio onde íamos trabalhar essa noite, e... E como é que eide de explicar?!?! Bem, temos um terreno no "centro" da cidade, vedado, com algumas antenas, vários geradores e cinco contentores, sim contentores, tal como aqueles que andam em cima dos camiões!!! E num deles lá estava o equipamento que eu ia configurar. Como éramos 3 mais o equipamento dentro do contentor, não havia muito espaço para nos mexermos, logo tivemos que improvisar, lá estiquei um cabo de rede grande e fui trabalhar para rua!!! Isto é que são empregos, pode-se trabalhar ao ar livre e tudo!!! Achei piada, porque nunca tinha apanhado nenhum "site" que fosse em contentores. Mas pelos vistos é só o primeiro de muitos!!! O rapazinho é que anda mal habituado!!! Ah, ah...
Trabalho preparado, era altura de tratar do almoço e do alojamento, mas primeiro a comidinha!!! E aqui estava mais um problemito, isto porque, olhava-se à volta e não se via um único "restaurante"... Mas vá lá, à frente do hotel, mesmo junto à praia. E até tinha bom aspecto!!! =)
A parte mais desenvolvida e arranjada da cidade do Sumbe é a marginal, mas não pensem que é uma avenida muito grande ou cheia de prédios, muito pelo contrário, tem cerca de 500m e uns 5 ou 6 "prédios" já a contar com o hotel onde fiquei. Mas quanto ao hotel, à que dizer que fiquei no Hotel Ritz do Sumbe!!! Estão a ver o Hotel Ritz de Lisboa?!?! Adivinhem lá!!! Pois, não tem nada a ver, por azar o meu, diga-se que até nas minhas férias em que fiz um Interrail "low cost" estive em sítio mais engraçados... Mais uma experiência diferente para o palmarés!!! O que vale é que no dia seguinte já durmo em Luanda no meu quarto de hotel de 490 dólares!!! =P
Mas a marginal até era "girinha", tinhas a praia logo ali e esta estava cheia de coqueiros!!! Lol...
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